sexta-feira, 24 de junho de 2011

Produção paranaense “o coro” recebe prêmio de melhor direção no ceará

O longa dirigido pelo curitibano Werner Schumann também foi o vencedor na categoria melhor fotografia

O Coro” estreou em 2010 no Festival de Cinema de Mar del Plata


O filme "O Coro" do diretor paranaense Werner Schumann recebeu dois importantes prêmios na 21ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema. O longa venceu as categorias de melhor direção e melhor fotografia.
O festival aconteceu entre os dias oito e 15 de junho, em Fortaleza. Werner Schumann, ao lado da atriz Silvia Monteiro, subiu ao palco do evento para anunciar a projeção do filme que foi escolhido para abrir a programação do Cine Ceará.
“O Coro” concorreu com outras nove produções na mostra de longas-metragens. Além de três filmes nacionais, também participaram produções da Espanha, Colômbia, Cuba, Argentina e do México.
Além de Werner Schumann, outro profissional de “O Coro” conquistou um prêmio no Cine Ceará de 2011. Felipe Meneghel venceu na categoria melhor fotografia.
O longa metragem estreou em 2010 no Festival de Cinema de Mar del Plata, o festival de cinema mais importante da América Latina, realizado na Argentina. O filme já foi exibido em Berlim e até o último dia oito de junho, permanecia inédito no Brasil.
Rodado em Curitiba e finalizado na Eurooa, a produção foi realizada com financiamento paranaense. “O Coro” foi filmado em HD e ganhou efeito preto e branco na etapa de finalização. Desde a concepção da ideia do filme, Werner já o imaginava em P&B. “Quando estou criando um filme, sempre visualizo as imagens e as situações. Estranhamente, nunca consegui pensar em “O Coro” como um filme colorido”, conta o diretor.
O longa é um drama que acompanha a vida de quatro personagens que integram o coro da Orquestra Sinfônica do Paraná. A forma principal do filme nasceu quando Werner foi assistir a um ensaio de um coral. Ele conta que ao ver o ensaio, se questionou o que levava os cantores a estarem ali. O questionamento levou o diretor ao elemento que faltava para concluir a história.
Em linhas gerais, é possível entender que o filme fala sobre solidão. “O Coro” mostra personagens em conflito existencial e viaja profundamente na alma dos mesmos. Schumann conta que o processo de criação dos personagens centrais começou antes mesmo da ideia do coro surgir. “O princípio foi construir personagens com problemas semelhantes, mas totalmente diferentes entre si”, explica e completa que a intenção foi mostrar que todas as pessoas precisam se deparar com elas mesmas em algum momento da vida.
A crítica classifica o filme como um retrato da sociedade curitibana. Já Werner acredita que a solidão é um problema de toda e qualquer cidade grande. Para ele, a história poderia se passar em São Paulo, Nova York ou Tóquio, mas escolheu Curitiba porque a capital paranaense é um lugar que ele conhece bem.
O ponto de encontro de Antonia, Francisca, Paulo e Salomão é o coro de uma orquestra que toca Beethoven. A Nona Sinfonia foi a escolhida para ser cantada pelo coral e também como trilha sonora do filme. Werner Schumann explica que optou pela obra justamente porque “estão cantando um “ode a alegria” e isto faria um contraponto até mesmo irônico na vida de personagens tão infelizes, mesmo que esta felicidade seja numa língua estranha”.
O filme “O Coro” já tem exibição confirmada pelo cancal TV Brasil. O elenco principal é composto pelo maestro Emanuel Martinez que interpreta o maestro Paulo, por Silvia Monteiro que vive a personagem principal Antônia e por Célia Ribeiro e Paulo Barato que interpretam Francisca e Salomão.
O diretor curitibano de “O Coro”, Werner Schumann, atualmente, vive em Londres. Ele estudou fotografia, roteiro e montagem e iniciou sua carreira dirigindo filmes experimentais em super-8. A produtora Irmãos Schumann Filmes tem sede em Curitiba e é um projeto de Werner em parceria com seu irmão, Willy 


Schuman.
Werner Schumann é curitibano e diretor de cinema premiado

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