Por volta de 1910, o cinema ainda engatinhava e estava em seus primórdios. Na época, ele era predominantemente mudo e exigia um bom “repertório” de seus telespectadores, para que, assim, se desse uma melhor compreensão. Devido a ausência de áudio, fazia-se uso de um narrador - também chamado de explicador - que ficava em pé ao lado da tela e, através de um bastão, indicava os personagens e descrevia seus atos. Alguns cinemas, inclusive, contavam com orquestras, que serviam para criar fundo musicais correspondentes as suas devidas cenas.
Mas, na verdade, o que mais chamava atenção pode ser resumido no próprio significado da palavra cinema, que é: imagem em movimento. Na época, essa era uma realidade que, até então, era inimaginável para muitos. Dentre os filmes que mais chamaram atenção, estão os dos Irmãos Lumiére, que muitos consideram como documentários, pois apenas registravam situações cotidianas como a saída de operários da fábrica, um trem chegando na estação ou um bebê se alimentando.
Os filmes de forma geral não mudaram muito até o nascimento da montagem da edição. A partir desse momento, houve a criação de um vocabulário simples – que são códigos criados para que o público pudesse entender os sentimentos da personagem.
Porém, a partir da popularização do rádio, o cinema também sentiu a necessidade de usar essa tecnologia a seu favor. Como é o caso do filme “Luzes da Cidade” (1931), de Charles Chaplin, onde ele se viu obrigado a adaptar o som ao seu estilo de fazer filmes. O cinema sonoro também possibilitou a criação de dois novos gêneros: o fantástico e o de ficção cientifica, que tinham o objetivo de tornar mais acabados os efeitos realistas da narração cinematográfica.
Bibliografia:
-Aumont, J. As teorias dos cineastas. 2004.
- Carriere, Jean- Claude. A linguagem secreta do cinema. 1995.
-Costa, Antonio. Compreender o cinema. 1989.
ok
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ex
telespectadores x espectadores
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